80. O Ritual da União.
Connor
À noite, acendemos uma fogueira. A celebração foi organizada, não pela vitória em si, mas pela sobrevivência e aos novos líderes. Cantos antigos ecoaram, lembrando-nos de que ainda havia esperança.
Sentei-me afastado, observando os lobos rirem e chorarem ao redor do fogo. A morte havia deixado marcas profundas, mas a vida insistia em florescer, mesmo nas cinzas.
E então, meus olhos encontraram Hoop.
Ela estava linda em um vestido azul-escuro, mas em silêncio, a chama refletindo em seu rosto pálido, os olhos estavam marejados. Não participava da alegria tímida dos outros. Estava ali, mas parecia distante, como se ainda carregasse o peso da faca em suas mãos.
Sentei-me ao lado dela, entrelaçando nossos dedos. Sua pele ainda tremia levemente.
— Connor… — ela murmurou. — Eu não queria… mas…
A dor em sua voz me cortou. Toquei seu rosto, forçando-a a me olhar.
— Eu sei. Você fez o que precisava para sobreviver.
Ela fechou os olhos e uma lágrima escapou. Mas dentro de mim, a dúvida