O fim da tarde tingia o céu com tons de âmbar e lilás quando Lyra se sentou na varanda da casa da tia, o olhar perdido no horizonte. O cheiro de chá recém-feito flutuava no ar, mas ela mal o notava. A tia, sentada ao lado com o crochê no colo, lançou-lhe um olhar de soslaio.
— Você está quieta demais pra quem passou o dia fora — comentou a mulher, sem tirar os olhos da agulha. — Aconteceu alguma coisa?
Lyra hesitou por um momento. O coração ainda apertava no peito, como se tentasse entender