DAVINA
O quarto de hotel era espaçoso e bem decorado, mas eu me sentia presa ali dentro. Pryia rodopiava em frente ao espelho, analisando seu reflexo com brilho nos olhos. O vestido vermelho abraçava seu corpo esguio, a transparência nas laterais deixando à mostra sua pele dourada. Ela parecia feliz. Ou fingia muito bem.
— O que acha? — perguntou, ajeitando o longo cabelo loiro sobre um dos ombros.
Cruzei os braços, sentindo o gosto amargo do cético em minha boca. Pryia havia voltado fazia dua