GUTEMBERG
O som dos talheres tilintando contra os pratos caros me fazia querer gritar. A mansão dos meus pais nunca foi um lar; sempre foi um museu, um palco onde a felicidade era apenas uma encenação barata. E hoje não era diferente.
Minha mãe, sentada na cabeceira da mesa com um sorriso forçado, falava sobre um jantar beneficente que Jimmy, meu pai, planejava realizar em breve.
— Eles vão amar a ideia, querida. Quem não gostaria de ajudar crianças carentes? — A voz dela era doce, mas sem alma.