DAVINA
O silêncio dentro do carro era ensurdecedor. A única trilha sonora era o ronco baixo do motor e o tamborilar nervoso dos meus dedos contra a perna. Gutemberg parecia tão desconfortável quanto eu, uma mão no volante e a outra descansando no câmbio, os olhos fixos na estrada à frente.
Finalmente, criei coragem para romper o silêncio.
– Obrigada. – Minha voz soou mais fraca do que eu queria. – Por ter libertado meu pai das mãos do KJ.
Gutemberg não desviou os olhos da estrada, mas seus dedos