O MACACÃO AZUL ESCURO parecia enorme em mim, quase cômico. Precisei dobrar as barras duas vezes para que não arrastassem pelo chão, e as mangas curtas deixavam um espaço excessivo, fazendo meus braços parecerem ainda mais magros. As botas pretas eram tão grandes que meus pés praticamente nadavam dentro delas, e as luvas emborrachadas, embora fosse o único item que servia, soltavam um resíduo incômodo que deixava meus dedos escorregadios.
Meus cabelos estavam presos em um coque apertado, firme o