Linhas na Areia
Sara estava descalça na cozinha do apartamento às três da manhã, ainda vestida com o uniforme cinza de faxineira, o cheiro de esfregão impregnado na pele. O vestido vermelho de gala jazia amassado sobre a bancada como um pássaro morto. Ela segurava um marcador preto e uma única folha de papel branca.
Escreveu rápido, em letras grandes:
Mantenho meu emprego no hotel, visito minha mãe todos os dias, nada de fotos públicas, nada de joias, escolho minhas próprias roupas.
Sublinhou a