Samira 2
Durante alguns instantes, nenhuma das duas soltou as mãos da outra.
O silêncio permaneceu entre elas, mas já não era um silêncio constrangedor.
Era um daqueles raros momentos em que duas pessoas compreendiam a dor uma da outra sem precisar explicá-la.
O vento continuava atravessando a varanda, fazendo as cortinas de linho ondularem lentamente atrás delas, enquanto o sol descia em direção ao horizonte, tingindo o deserto de um dourado profundo que parecia incendiar cada duna ao longe