Paro por alguns instantes e fico a olhar profundamente nos olhos de Danilo, tentando me manter o mais calma possível. Ao notar o meu silêncio, ele me conduz até uma das poltronas e me faz sentar, sentando-se de frente para mim e me encarando com sua habitual frieza.
Espero para ver se ele irá dizer algo mais. Os minutos passam, e nada. O clima começa a ficar estranho. Depois de alguns minutos apenas me olhando, ele decide falar:
— Acredito que aqui ninguém nos escutará. Sou todo ouvidos, Emily.