Oito meses depois…
Elisa Martins
O céu parecia refletir exatamente o que eu sentia por dentro.
Cinza. Pesado. Instável.
A chuva castigava os vidros do quarto com força, trovões rasgavam o silêncio como avisos que ninguém queria ouvir. Encolhi-me um pouco mais na cama, puxando o cobertor até o peito, enquanto meus pensamentos corriam mais rápido do que a tempestade lá fora.
Cézar estava longe havia um mês.
Um mês inteiro sem o peso da presença dele, sem o medo constante de ouvir passos no corred