Duas conversas de bar
Ayla
— Você parece triste para alguém que está comemorando a liberdade da amiga de um ex violento — comentei deixando a cerveja de lado e encarando Rubia.
— Desculpa, eu estou péssima e nem consigo disfarçar. Desculpa mesmo por estragar a sua comemoração.
Os olhos dela brilharam como se estivesse se esforçando para não chorar.
— O que aconteceu, amiga? Se abre — Dominique questionou tão preocupada quanto eu e cada uma de nós segurou uma mão da nossa amiga.
— Eu trai o Lucca. Não sei o que fazer. — Ela desabou, deixando as lágrimas descerem livremente. Era a primeira vez que a via tão arrasada. Rubia era de sorrisos e não de lágrimas.
— Calma, amiga, e nos conte o que aconteceu.
— A merda de um Dvorak entrou no meu caminho, isso que aconteceu. Não posso mais trabalhar naquela empresa.
— Você e Apollo...
— Estou com ódio de mim. Com ódio por não me arrepender. Com ódio por ter gostado e querer mais. Lucca não merece isso.
— Qual dos dois pesa mais em seu coração?
E