Gael
— Que expressão mortífera é essa, meu filho? — mamãe deixou a revista de lado e veio em minha direção assim que entrei na sala.
Me aproximei dela, beijei seu rosto e só depois de me sentar ruidosamente foi que respondi.
— Acho que não sei namorar, mãe — resmunguei.
— Problemas no paraíso? — ela sorriu com a simples menção ao meu namoro. Estava cada dia mais encantada com Dominique.
— Ciúmes. Estou prestes a explodir de ciúmes simplesmente porque Dominique saiu ontem para um happy hour com colegas do trabalho. Eu sei que ela não vai me trair, mesmo que fique acessa com um simples copo de cerveja. Confio nela. Mas ainda assim quero mantê-la presa entre quatro paredes. A quero só para mim. Que merda! — desabafei, quase não parando para respirar.
Mamãe revirou os olhos para minhas últimas palavras.
— Querido, é o seu primeiro namoro sério. É impossível não sentir insegurança. Só não vai espantar a Dominique, pois se fizer isso sabe que fico do lado dela.
— Bendita hora que a apresent