PONTO DE VISTA DE ELLA
O carro de Sebastian parou bruscamente diante da entrada do hospital. Ele havia dirigido a noite inteira, as mãos firmes no volante, o olhar fixo na estrada, o rosto fechado como uma muralha. Quase não dissera uma palavra durante todo o trajeto, e isso só aumentava o peso do silêncio entre nós.
Eu mal conseguia respirar. Cada batida do meu coração parecia ecoar no peito, sufocando-me, enquanto minha mente repetia, sem descanso, a mesma imagem: Dante, ferido... talvez sozi