O céu de São Paulo amanheceu branco demais.
NĂŁo era neblina.
Era aquele tipo de luz morta que nĂŁo aquece, nĂŁo ilumina â apenas expĂ”e.
Melina percebeu isso assim que abriu a janela do gabinete. O reflexo no vidro devolveu uma mulher que parecia absolutamente consciente do prĂłprio peso histĂłrico. NĂŁo havia vaidade ali. Nem medo visĂvel.
Havia decisĂŁo.
A coletiva estava marcada para as dez.
Até lå, o mundo especulava.
A sede da HEM estava lotada.
Jornalistas.
CĂąmeras.
Microfones