A noite em SĂŁo Paulo nĂŁo era escura.
Era elétrica.
As ruas brilhavam com farĂłis, sirenes distantes e aquele tipo de barulho constante que fazia parecer que o mundo nunca dormia â apenas trocava de mĂĄscara.
Melina atravessou o estacionamento subterrĂąneo da sede da HEM sem pressa.
NĂŁo porque estava calma.
Mas porque, quando ela caminhava devagar, as pessoas tinham mais medo.
A Mamba estava encostada no carro preto, de braços cruzados, a jaqueta aberta, a arma escondida, o olhar de quem não acredi