As flores no vaso da sala estavam murchas, mas Melina nem percebeu. Ela havia deixado de notar coisas assim fazia tempo. Agora, só enxergava padrÔes. Erros. Riscos. Mentiras.
A dor jĂĄ nĂŁo ardia como antes. Tinha se transformado em algo mais Ăștil. Frio. CirĂșrgico. Ela era boa nisso â transformar desgraça em arma. Mas ainda assim, algo dentro dela estava diferente. A mulher ferida começava a morrer. E em seu lugar, surgia algo pior.
No espelho, ela observou os prĂłprios olhos: escuros, insones, in