Ainda era madrugada quando despertamos. O quarto estava mergulhado em um silêncio quase ensurdecedor. Olhei em direção à sacada; através do vidro, as luzes da rua quebravam timidamente a escuridão de Tórshavn. O sol sequer ensaiava dar as caras no horizonte.
Levantei-me devagar, tentando não fazer barulho, mas Rafaela despertou em seguida.
— Já amanheceu? — perguntou ela, a voz rouca de sono enquanto se sentava na cama, tateando os lençóis.
— Quase, meu amor — respondi com um sorriso contido, f