Capítulo 119

Ainda era madrugada quando despertamos. O quarto estava mergulhado em um silêncio quase ensurdecedor. Olhei em direção à sacada; através do vidro, as luzes da rua quebravam timidamente a escuridão de Tórshavn. O sol sequer ensaiava dar as caras no horizonte.

Levantei-me devagar, tentando não fazer barulho, mas Rafaela despertou em seguida.

— Já amanheceu? — perguntou ela, a voz rouca de sono enquanto se sentava na cama, tateando os lençóis.

— Quase, meu amor — respondi com um sorriso contido, f
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