Matheus saiu do prédio tropeçando nos próprios pés. O seu corpo vibrava de ódio. Caminhou até a sua moto e sentou-se no meio-fio. Desbloqueou a tela do celular e ligou para Barbara.
— Está atrasado — disse ela ao atender em um tom humorado.
— O seu porteiro não quis me deixar subir.
— O quê? O que aconteceu?
— Ele é um racista do caralho, disse que você não estava em casa. Me colocou pra correr com um pedaço de pau. — Levantou-se do chão quando viu ao longe, no final da rua, um carro da polícia.