Eu estava tentando parecer normal. Estava tentando respirar de um jeito que não entregasse que meu corpo inteiro estava traindo minha tentativa de parecer uma pessoa funcional, mas o tremor nos dedos era pequeno demais para eu controlar e grande demais para passar despercebido.
A mão de Arthur, ainda segurando a minha, deu um leve apertão. Um apertão que entendi como “tudo bem, está tudo sob controle”.
Mas eu não sentia que nada estava controlado.
E então ele falou.
— Policial Lima, minha noiva