Milano seguiu dirigindo, me olhando de relance:
— Tem sangue no seu braço?
— Eu caí...
— Isso parece estar feio.
— E dói muito.
A luz interna do veículo continuava ligada. Observei-o de relance, cabelos claros e por cortar, olhos azuis, braços fortes, barba bem-feita.
— Caso esteja passando pela sua cabeça me estuprar, quero que saiba que tenho uma doença sexualmente transmissível — falei, num ímpeto, o medo tomando conta de forma tardia.
O homem riu, sem me olhar:
— Eu não vou estuprá-la. E te