Por Tonhão
Na quebrada, o bar do Zeca era o ponto de encontro dos vagabundos como eu e o Gordo. Nada de muito luxo, mas tinha cerveja gelada e uma porção de torresmo que parecia ter saído direto do céu – ou do inferno, que era mais a nossa vibe.
Eu tava sentado no canto, uma mesa de madeira velha que rangia com cada movimento meu. O Gordo chegou logo em seguida, carregando um sorriso sacana no rosto redondo e suado.
— Tá tudo certo, Tonhão. — Ele se jogou na cadeira, puxando um cigarro amassado