CAPÍTULO 42: “O Aviso de Vincenzo”
(Sofia Narrando)
O quarto estava mergulhado na penumbra, e eu sentava na beira da cama, as mãos cruzadas no colo enquanto encarava o nada.
O som do relógio parecia mais alto que o normal, como se cada segundo me desafiasse a reagir. Mas eu não conseguia.
Minha mente estava presa no passado, em uma conversa que jurava ter esquecido, mas que agora retornava com uma clareza quase cruel.
Vincenzo.
Aquele homem carregava uma aura de autoridade e mistério, um