Alina Montserrat
Acordei sonolenta.
Minha cabeça parecia pesada demais para o próprio pescoço e cada músculo do meu corpo protestava quando tentei me mexer. Estava afundada em uma poltrona de couro preto e macio. Uma manta azul claro cobria minhas pernas e o calor do tecido contrastava com o frio que percorria minha espinha.
Um gemido escapou dos meus lábios. Tudo doía. Ergui as pálpebras devagar e nuvens passavam pela janela oval ao meu lado. Levei algumas piscadas para entender o que estava v