DOMINIC BELLANDI
Abri a porta do quarto esperando confusão. Alguma reclamação atravessada, uma provocação calculada ou qualquer uma das inúmeras formas que Alina encontrava para testar minha paciência. Depois de cinco dias longe dela, já tinha me preparado para enfrentar uma guerra.
Só que a cena diante de mim era outra.
Alina estava sentada no chão, com um caderno apoiado nas pernas enquanto rabiscava alguma coisa. O cabelo ruivo escorria pelas costas até a cintura e, naquela posição, ela par