ALINA MONTSERRAT
Dezoito anos.
O tipo de aniversário que, na minha família, normalmente virava um evento inteiro. Mesa cheia, gente falando alto e meu pai discutindo negócios no meio do parabéns como se aquilo fosse completamente normal.
Algum chef absurdamente caro preparando um bolo que ninguém teria coragem de cortar direito. E os Montserrat espalhados pela mansão, brigando, rindo e ameaçando uns aos outros por diversão.
Mas nada disso aconteceu. Porque eu estava sequestrada. E sozinha.
Domi