A terça-feira amanheceu mais clara do que o normal.
Talvez fosse apenas impressão de Maya. Ou talvez fosse aquele tipo de manhã em que o mundo parece respirar com mais calma.
Depois do que havia acontecido no dia anterior — o envelope, os documentos, a confirmação silenciosa de que sua antiga família reorganizava tudo sem ela — Maya acordou com uma sensação inesperada.
Leveza.
Não era alegria exatamente. Era algo mais profundo.
Como quando se fecha uma porta que permaneceu entreaberta por anos.