A quarta-feira amanheceu com uma sensação de terreno firme.
Maya percebeu isso no jeito como o corpo reagiu ao dia: sem sobressalto, sem antecipação excessiva, sem aquela necessidade antiga de revisar mentalmente cada movimento antes mesmo de sair da cama. Não era confiança cega. Era consciência do próprio limite — e isso bastava.
Ela se levantou, preparou café e abriu as janelas. O apartamento provisório já não parecia provisório demais. Nem definitivo. Era apenas um lugar onde ela pisava com