Mundo ficciónIniciar sesiónJames era um alfa controlador, precisava saber sobre tudo, estar a frente de tudo, então era enlouquecedor não saber onde Daniel estava. Durante o mês seguinte, o alfa estava em um esforço hercúleo para não se meter nas investigações da detetive, se concentrando totalmente no trabalho. Henry observava o amigo completamente focado e determinado no trabalho, se sentia tão orgulhoso, pois conhecia bem às tendências à obsessão do amigo e ver como sua determinação estava sendo direcionada para formas mais saudáveis de lidar com a frustração, tranquilizava Henry. Porém os pequenos espasmos de dor, o olhar perdido e vazio e a ausência de interesse sexual ou mesmo social fazia Henry se preocupar.
— James, vamos pra festa, cara, têm betas cada vez mais lindos na Pecado — disse Henry, falando da boate de strippers, enquanto seguia o diretor da empresa pelo estacionamento. — Hoje não, Henry, tô ocupado ocupado, que tal numa próxima? — Você deveria esquecer aquele ômega, iniciar o processo pra desfazer a marca, nem sei o porquê ele não começou. Ignorando completamente o falatório de seu amigo, James entra no próprio carro e dá partida. A questão do porque Daniel ainda não tentou remover a marca de laço entre eles é sempre uma curiosidade para James, deveria ter algum motivo e ele adoraria saber o porquê. James foi diretamente para o apartamento, ele gostava de estar ali e relembrar da figura baixa e magra que era Daniel andando pela casa. Se tornou um ritual diário, após o trabalho, James chegava em casa, subia as escadas e abria a porta do quarto de Daniel, inalando os feromônios do ômega. Mesmo o quarto ainda guardando o cheiro características a violetas do ômega, não parecia mais com o quarto de Dan desde o dia em que ele partiu, pois não havia mais nenhum objeto pessoal do secretário, se parecendo muito a um quarto de hóspedes comum. A apreciação do cheiro era muito rápida, apenas cinco segundos, antes de fechar a porta rapidamente. Tudo estava exatamente do jeito que Daniel deixou, organizado e vazio, ele não entrava e não deixava ninguém entrar para qualquer limpeza, o objetivo é que ele tivesse Daniel de volta antes dos feromônios desaparecerem. O arrependimento de não saber que Daniel era um ômega antes de sua fuga o corroía, ele poderia ter apreciado o cheiro floral diretamente das glândulas do secretário. ... Daniel estava comparecendo ao seu pré natal, quando finalmente chegou a hora da primeira ultrassom. Nada poderia ter preparado para ouvir os batimentos cardíacos de seu bebê, chorou, acariciando a barriga redonda, encarando a imagem na tela. — Seu filhote está saudável, bem, o desenvolvimento está normal, não há com o que se preocupar, mesmo sendo uma gravidez de um ômega alterado na fase adulta, tenho certeza que não terá problemas — o médico ômega responsável sorriu. — Que bom, doutor — Daniel se animou, mesmo com as lágrimas deslizando por seu rosto — Quando vou poder saber o sexo do meu bebê? — Daqui a dois meses — explicou o médico, vendo o semblante triste de Daniel — Deve ser confuso todas essas mudanças. Daniel apertou os lábios em uma linha fina, mas permaneceu em silêncio. — Aqui está sua ultrassom, espero te ver na próxima semana — disse o médico, entregando as imagens de seu pequeno bebê. — Obrigado, doutor — Daniel agradeceu, se levantou para se despedir com um aperto de mãos. O ômega saiu do consultório com um sorriso radiante, enquanto caminhava pelo hospital, rumo ao quarto de sua avó. Chegando lá, a idosa estava tricotando um minúsculo par de meias, uma cena fofa que Daniel não imaginou em seus melhores sonhos. — Bom dia, vovó — cumprimentou Daniel. — Bom dia para o papai mais lindo, como estão os meus dois bebês? — Estamos bem, vim direto da consulta, o médico disse que está tudo certo e provavelmente não terei problema nenhum, mesmo sendo transformado em ômega — explicou Daniel, se sentando na cadeira ao lado da maca e retirando a ultrassom de dentro do envelope — Dê uma olhada. As fotos foram depositadas nas mãos da mulher idosa, quem admirou cada imagem com adoração, mas era perceptível como para a senhora, tudo não se passava de um borrão. — É aqui, vovó, olha que lindinho, é muito pequeno ainda — esclareceu. — Já estou ansiosa para conhecer o nosso bebê — comemorou animada — Preciso de linhas amarela, verde, azul, o que eu puder fazer para ele, farei.






