Mundo de ficçãoIniciar sessãoA situação não pôde ser um segredo para ninguém, quando James, um alfa alto, bonito, atraente, inteligente, dominante e extremamente disciplinado em seu trabalho começou a definhar. Um mês em que James não se alimentava direito, pulando refeições, se recusando a comer, tendo explosões de raiva mal contida, tanto com gritos, quebrando coisas, quanto atacando fisicamente outros alfas que ousassem contrariá-lo, a convivência já difícil com o herdeiro do Jupp, ficou insustentável com o passar do tempo. James estava mais magro, perdendo o volume dos músculos por não estar treinando direito e ficando cada vez mais instável com o tratamento hormonal pelo laço rejeitado. O médico sempre lembrá-lo que Daniel provavelmente estava em uma situação pior, não servia de consolo, pois mesmo o ômega passando pelo pior, ainda não retornava, completamente desaparecido.
Mesmo concordando com o tratamento hormonal, James estava focado em sua busca, era inaceitável que um ômega tivesse escapado entre seus dedos, então o alfa recorreu à contratar uma detetive de particular. Janice era uma alfa conhecida por recuperar ômegas fujões, não era um serviço divulgado na TV, nem nada disso, principalmente porque o que facilitava o trabalho dela, em perseguir ômegas sem ser reconhecida, mas todo alfa já tinha pelo menos escutado o nome e vários já precisaram de seus serviços. O carro preto deslizou em silêncio e elegante pelas ruas da cidade, James estava muito longe das áreas da cidade que estava acostumado a frequentar. Um prédio comercial cheio de musgo em alguns pontos, com a tinta descascando e somente dois carros estacionados em frente ao prédio. Na frente havia uma grande placa, com a logo de diversos negócios, mas pela aparência do lugar, James sabia dizer que a maioria já não era mais ali. O interfone tinha um barulho estridente, o lugar parecia abandonado, a voz de Janice saiu robótica pelo interfone. — No que posso ajudar? — perguntou, cautelosa. — Soube que você é a melhor para me ajudar a recuperar um ômega — disse James. Logo o som alto das portas sendo destravadas invadiu o espaço silencioso. — Sala 105, suba a primeira escada, estou do lado esquerdo — disse a mulher antes de desligar. James subiu as escadas pulando os degraus de dois em dois, logo estava batendo na porta da sala. A agonia do alfa fazia tudo parecer incômodo, tanto o interfone, quanto a falta de um elevador funcionou, o silêncio do prédio, o barulho do trânsito do lado de fora. — Boa tarde, senhor Jupp, entre, por favor! Creio que já conheça o meu trabalho, assim como conheço o seu — Janice sorriu de forma maliciosa. — Eu não estou aqui pra joguinhos de poder, controle. Eu preciso achar o meu ômega, com quem eu nem sabia que tinha uma marca, menos que era um ômega — disse James. A detetive encarou o homem com um brilho de interesse e curiosidade nos olhos, um sorriso divertido nos lábios. Engraçado que esse tipo de coisa só acontece com vocês alfas masculinos, feitos de bobo tão facilmente. A risada foi rápida, para evitar alguma agressão. — Eu vou precisar de toda a informação que você já tenha — a mulher falou séria, estendendo a . mão. Um envelope pardo foi deixado nas mãos de Janice, quem abriu e verificou cada um dos documentos. — Incluí informações da avó doente dele, cheguei a pagar pelo tratamento no hospital, cheguei a verificar lá e sei que ele mesmo solicitou uma transferência, mas se recusam a me dar a informação — explicou o alfa. — É claro que sim, a situação toda grita "alfa obssessivo", sorte a sua que eu não me importo com isso — ela deu de ombros.






