O som da batida na porta ecoou pelo quarto como um aviso.
Forte.
Seco.
Autoritário.
Helena, que ainda estava perto da janela, congelou no mesmo instante. O coração disparou com tanta força que parecia querer sair pela garganta. O ar ficou preso nos pulmões.
Ninguém deveria saber que ela estava ali.
Ninguém.
A batida veio de novo.
Mais insistente.
Mais impaciente.
— Helena!
A voz atravessou a porta como uma lâmina.
O corpo inteiro dela gelou.
Seu pai.
Ela reconheceria aquela voz em qualquer luga