Renata
O quarto do bebê ainda cheirava a móvel novo, tinta suave e esperança.
Era estranho pensar nisso. Esperança tinha cheiro? Antes eu diria que não. Antes, esperança era só uma palavra bonita que as pessoas usavam quando não sabiam o que prometer. Mas, naquele quarto, olhando para o berço encostado longe da janela, para a poltrona clara no canto e para a luminária de lua sobre a cômoda, eu quase podia sentir.
E isso me assustava.
Erick estava ao meu lado, segurando uma pequena caixa com am