Renata
Eu fui sozinha.
Não porque queria.
Porque precisava provar para mim mesma que conseguia.
O hospital particular ficava do outro lado da cidade, num prédio claro, limpo demais, cheio de mulheres acompanhadas por maridos, mães, irmãs, amigas. Mulheres que sorriam segurando exames, acariciando barrigas, dividindo expectativas em voz baixa.
Eu me sentei na recepção com a bolsa no colo e as mãos apertadas uma na outra.
Sozinha.
A palavra pesava.
Tentei não olhar ao redor, mas era impossível.