CAPÍTULO 34 — SE EU PERDER
O tempo desacelerou.
Mas o coração não.
***
Isadora estava deitada.
Imóvel.
Os olhos fixos no teto branco.
Mas ela não via o teto.
Via possibilidades.
E nenhuma delas era boa.
***
O quarto parecia silencioso demais.
Limpo demais.
Frio demais.
Como se tudo ali fosse neutro.
Menos ela.
***
Porque por dentro…
tudo estava em desordem.
***
A mão permanecia sobre o ventre.
Desde que entrou ali.
Como se pudesse proteger.
Como se pudesse impedir.
Como se pudesse controlar.
Ma