— O que você está fazendo aqui? — pergunto, encarando-o com seriedade.
— É assim que você fala com o senhor William, filha? — minha mãe intervém. — Ele veio até aqui para saber como você estava. Ele mesmo me disse que não conseguiu vir com você.
— Não precisava ter vindo — respondo, sem tirar os olhos dele. — Eu estou bem. Amanhã estarei na empresa no horário de sempre. Agora, o senhor pode ir.
Falo diretamente para ele, que apenas me observa, sem esboçar qualquer reação.
Não entendo o que ele está fazendo aqui.
O combinado era claro: quando voltássemos, tudo retornaria ao normal.
O que aconteceu ficaria no passado.
Então… por que ele está aqui?
— Emma, não seja mal-educada. Eu convidei o senhor William para jantar com a gente. A janta já está no fogo — diz minha mãe. — Vou terminar de preparar o restante das coisas.
Ela sai da sala, deixando-nos a sós.
— O que você está fazendo aqui? — questiono, sem rodeios. — Você já teve o que queria. A nossa relação agora será apenas profissional