KATHERINE
ALGUMAS SEMANAS DEPOIS
Acordar não foi um gesto natural, foi um retorno brusco ao que eu tinha tentado empurrar para longe. O estômago ainda estava instável, a garganta amarga, e o anel continuava no meu dedo como se tivesse sido soldado durante a noite, grande demais para algo que não era meu. Encostei a mão na bancada da cozinha e respirei devagar, porque o corpo parecia pronto para me derrubar de novo, e naquele momento cair era um luxo que não cabia no meu orçamento.
Olhar para os