KATHERINE
Eu dormi pouco naquela noite, não porque o bebê tivesse dado trabalho, porque ele dormiu melhor do que nas noites anteriores, embalado pela rotina que já começava a se fixar, mas porque meu corpo permaneceu desperto de outro jeito, atento a cada lembrança recente como se não soubesse mais distinguir o que era perigo, o que era desejo e o que já tinha se tornado hábito. A casa continuou quieta ao longo das horas, com aquele tipo de estabilidade cara que parece ter sido projetada para a