Capítulo 16 — Eliza Vasconcelos
Assim que fecho a porta do apartamento atrás de mim, sinto meu corpo relaxar.
Como se aquele espaço… fosse um refúgio.
E, de certa forma, era.
Deixo a bolsa sobre o sofá, a pasta na mesa e tiro as botas com cuidado, sentindo o alívio imediato nos pés.
O silêncio me abraça.
Sem vozes.
Sem pressão.
Sem olhares.
Só eu.
E a vista.
Caminho até a janela.
O lago está ali, tranquilo como sempre.
Cisnes deslizando pela água.
Algumas pessoas correndo ao redor.
Tudo em perf