Dois anos e quatro meses haviam se passado desde que Valentina Morales fugira da Cidade do México.
A pequena casa de dois quartos nos arredores de Guadalajara era modesta, mas cheia de vida. Brinquedos coloridos espalhados pelo chão, desenhos nas paredes e o som de risadas infantis enchiam o ambiente todas as manhãs. No centro de tudo estava Isabella Bracho — ou Isabella Morales, como constava na certidão —, uma menina de dois anos e quatro meses com cachos castanhos rebeldes e os mesmos olhos