Maksim
Dez dias.
Foram dez malditos dez dias que pareceram uma eternidade.
Eu pensava nela e na filha o tempo todo. Queria escrever, ligar, mandar alguém perguntar, mas eu sabia que Antonella não ia responder. Ela estava com medo, exausta, e com a criança no hospital. Eu precisava respeitar isso — mesmo que cada dia de silêncio me corroesse por dentro.
Quando ela abriu a porta hoje…
Quando me olhou surpresa, com aquela expressão entre o choque e o cansaço…
Meu coração simplesmente desabou.
E eu odeio admitir isso. Odeio sentir isso.
Antonella me deixa completamente fora do meu próprio eixo.
A verdade é que, no dia em que descobri onde ela morava, eu não consegui evitar. Contratei um chaveiro, fiz uma cópia da fechadura e entrei.
Não por maldade, não por querer invadir a privacidade dela.
Mas porque eu precisava saber.
Precisava ver com meus próprios olhos onde ela estava criando a filha.
E quando eu entrei…
A raiva me consumiu.
Casa pequena, geladeira quase vazia, móveis velhos, pared