Eu tô apaixonado.
Maksim
Saí da casa da Antonella com aquela sensação ridícula — aquela sensação que homem da máfia não admite nem pro próprio espelho. Mas foda-se. Eu tava bem. Tava leve. E isso quase nunca acontece.
Quando entrei no galpão central, onde ficam meus homens e toda a operação, encontrei Oleg e Lev jogados nas cadeiras conversando besteira. A primeira coisa que saiu da minha boca foi:
— Hoje ninguém vai estragar meu dia.
Eles olharam pra mim como se eu tivesse tomado veneno.
Sentei na cadeira de comando, cruzando as pernas, tranquilo.
Porque hoje, meu irmão…
se alguém tentar estragar meu humor, eu mato.
Oleg: Posso saber o que aconteceu? Não acredito que você conseguiu conquistar a italiana da boate. Você tava correndo atrás dela igual um cachorro perdido. Já tava preocupado achando que ela ia te deixar no vácuo pra sempre.
Maksim: Está dando tudo certo, irmão.
Lev: Tirando o fato de ela ser ex-mulher do Dom Lorenzo, um dos italianos mais perigosos da Europa inteira… sim, parece que está