FERIDE
A porta de serviço se abre com um ruído quase imperceptível. Minha criada entra primeiro, olhando para os lados com os nervos à flor da pele, e logo atrás dela surge a silhueta esguia de sua filha. A jovem vem vestida como uma boba, usando roupas largas, gastas e um véu simples que esconde grande parte de suas feições. Ela tenta se passar por uma serva comum do campo, mas bastou um olhar meu para enxergar através do disfarce: a pele bem cuidada e a altivez nos movimentos