NO PALÁCIO OMARApós noventa dias, a atmosfera no salão do trono se torna opressora, como um peso insuportável sobre os ombros. — O salão, decorado com tapeçarias que narram antigas vitórias e legados familiares, parece mais um mausoléu do que um espaço de poder.— Mesmo debilitado, meu pai se mantém firme, irradiando autoridade em sua posição, como uma rocha diante do mar revolto. E o olhar, e respiração, revela as tensões latentes entre os presentes. O ambiente é permeado por um silêncio profundo, tão denso que é quase palpável, até que ele finalmente se pronuncia: — Se, ao final deste prazo, não encontrarem meu filho Samir, seja vivo ou morto, Omar tomará seu lugar como sheik. — As palavras dele ecoam na grandiosidade do salão, reverberando como trovoadas em um céu tempestuoso, enquanto sinto o peso devastador dessas sentenças pairando sobre mim, como nuvens escuras prenunciando tempestade. Ao meu lado, a primeira esposa,
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