O SILÊNCIO QUE ME RESTARÁZARAMeu pai entra na tenda ao amanhecer e encontra o homem do deserto acordado, apoiado nas almofadas. —Seu rosto, ainda pálido, e o corpo frágil lembram alguém que lutou contra forças invisíveis. Meu pai observa com atenção, considerando os riscos e as decisões em um momento que se estende como um fio de seda ao vento.— Você se lembra do seu nome? — pergunta meu pai, com uma voz que é gentil, mas firme. O homem respira fundo antes de responder, sua voz soando como um sussurro que quase se perde no silêncio da manhã: — Não, me lembro, no entanto, sinto que ele está mentindo, pois na noite anterior, compartilhou um único nome: Samir.— É como se estivesse enterrando uma chave que poderia abrir a porta do seu passado, tentando se proteger do desconhecido e, ao mesmo tempo, nos resguardar da dor que traz consigo.Meu pai assente lentamente, compreendendo a complexidade da situação. — Minha esp
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