Mundo ficciónIniciar sesiónEu e o Alfa Jacob nos amamos por cinco anos. Estávamos prestes a realizar a cerimônia de marcação, quando ele, em segredo, marcou outra loba. — Molly está esperando um filho meu. Esse filhote será meu herdeiro! — Jacob anunciou, com orgulho, enquanto todos à volta celebravam. No meio da multidão, permaneci imóvel, ignorando o olhar provocador que Molly lançou na minha direção, aninhada nos braços dele. Quando a cerimônia deles estava prestes a terminar, me virei em silêncio. Eu sabia. Ali, naquele momento, minha presença já não tinha mais sentido. Então voltei para a casa que eu e Jacob dividíamos, e comecei a arrumar minhas coisas para partir. Tinha vindo viver na alcateia dele por amor. Agora que esse amor acabou, era hora de ir embora também.
Leer másJacob nunca acreditou que eu estivesse morta.Abandonou toda a alcateia e saiu feito louco à minha procura.Vasculhou todas as florestas ao redor, interrogou cada caravana que cruzou seu caminho, até invadiu territórios das alcateias inimigas, sem se importar com o perigo.Ele simplesmente não conseguia aceitar que aquela mulher que sempre foi forte diante dele, teria morrido assim, tão fácil.Três meses depois, seguindo uma aura quase imperceptível, chegou até a fronteira da alcateia Sussurros da Noite.E foi ali que me viu — de pé, sob o sol, estendendo ervas para secar.Naquele instante, seu coração quase parou.Sem notar sua presença, eu usava uma túnica simples da alcateia Sussurros da Noite, com os cabelos soltos, presos num coque despretensioso. No rosto, um sorriso calmo, sereno, um tipo de paz que ele jamais tinha visto em mim.Ao meu redor, o filhote de lobo se esfregava carinhosamente nos meus tornozelos.O Alfa Mike se aproximou com um leve sorriso. Com delicadeza, afastou
Jacob vigiava dia e noite a poça de sangue já seca na floresta, sem permitir que ninguém se aproximasse.Mesmo quando os patrulheiros, pela sexta vez, voltaram dizendo que não havia sinal meu nem dos forasteiros, Jacob apenas ficou agachado diante da mancha escura no chão, com os olhos vermelhos, em silêncio.Elizabeth, já sem paciência, ajudou Molly a sair da cama e foi até ele.— Jacob, até quando você vai ficar aqui? A Molly ainda tá grávida do seu filho! Vai continuar ignorando ela? Vai ignorar a gente?A voz dela era tão aguda quanto sempre. Jacob só achava aquilo insuportável.E a Zoey?Quando ela era acusada com essa mesma voz, será que também se sentia tão injustiçada e sufocada?Jacob conteve a raiva que subia dentro dele. Respondeu frio:— Me deixem em paz. Eu vou esperar por ela.Molly olhou para a poça de sangue no chão. Por um instante, um traço de alegria passou por seu rosto.Mas só por um segundo. Logo em seguida, fingiu pesar e se encostou delicadamente em Jacob:— Jac
Uma dor aguda cortou o peito de Jacob.Ele deu alguns passos pra trás, quase perdendo o equilíbrio, e só com muito esforço conseguiu se manter de pé. Sua voz saiu trêmula:— O que... você disse?O patrulheiro olhou para o Alfa, agora com o rosto pálido, e hesitou, sem saber se devia repetir. Mas, antes que dissesse qualquer coisa, foi derrubado por um impacto repentino.Jacob já corria descontrolado para fora da enfermaria, ignorando os gritos agudos de Elizabeth atrás dele:— Jacob! Onde você pensa que vai?!Ele não respondeu. Não olhou pra trás. Não manteve a postura que se esperava de um Alfa. Simplesmente correu, sem pensar em mais nada.Só parou quando chegou à mata fechada, onde estavam as marcas da luta.Ali, diante das evidências da batalha entre Zoey e o rei javali, Jacob caiu de joelhos, sem forças.Havia uma poça de sangue assustadora no chão. E ali estava o cheiro dela — o cheiro de Zoey.Qualquer caçador experiente saberia: com tanto sangue derramado, as chances de um lobi
Mesmo que minha loba fosse forte, a fraqueza causada pela perda de sangue tornava cada passo em direção à floresta dos javalis absurdamente difícil.Meu filhote de lobo mancou atrás de mim. Era como se ele sentisse a minha fragilidade. Com aquele corpinho pequeno, roçava nos meus tornozelos, como se tentasse me passar um pouco de força.Olhei para ele e murmurei com carinho:— Mamãe está bem. Se a gente conseguir caçar um javali, o sangue dele também vai te ajudar a recuperar energia.O filhote pareceu entender. Soltou um pequeno uivo obediente.Mas, antes mesmo de nos aproximarmos, o bando de javalis já tinha sentido nosso cheiro.Eles não fugiram nem se dispersaram. O rei javali, que liderava o grupo, pareceu perceber minha fraqueza e, sem me dar tempo de me transformar, partiu pra cima como um louco, com suas presas afiadas apontadas direto pra nós.Reuni toda a força que ainda me restava e tentei me transformar. Mas as dores nos ossos e músculos gritavam: meu corpo fraco não aguent
Último capítulo