O que a memória se recusa a enterrar.
Clara chorava à frente dele como se o mundo estivesse acabando ali, naquele pedaço de chão que cheirava a grama esmagada e despedida. As lágrimas desciam sem vergonha, grossas, quentes, abrindo trilhas no rosto jovem demais para carregar aquela dor. O céu estava limpo, cruelmente bonito, como se não se importasse com a injustiça que se armava entre os dois.
Miguel sentia o peito apertado de um jeito que não cabia dentro do corpo. O ar parecia mais pesado.