ALINA
“Eu preciso ir, Sra. Gomes. Vou tentar voltar outro dia” digo, tentando sorrir, mas ela fica com uma cara séria, olhando pra mim e depois pro marido, que abaixa a cabeça.
“Alina... na verdade, a gente queria conversar com você sobre uma coisa”, diz ela, trocando outro olhar com o Sr. Gomes. Um frio sobe pela minha espinha. Tenho a sensação de que vem notícia ruim por aí.
“O que foi?”
“É que... nós vamos vender o orfanato”, ela solta, e minha expressão muda na hora. Eles só podem estar