06

- Ó Duque, ele solícito sua presença e não se importa se esta enferma ou não. - Abaixou a cabeça logo depois de cuspir as palavras. -E ele quer agora. - Completou com a voz compartilhada.

- Tudo bem - Tentei parecer seguro, mas duvido ter escondido que estava apavorada.

- Vamos então - Segurou minha mão me levando para fora do aposento, a medida que chegava minhas pernas pareciam que eu estava dissolvendo, o medo faz isso com as pessoas.

Estava parada em frente a uma grande porta, quando Naná mandou os guardas abrirem e se distanciarem, agora eu estava sozinha, com medo. Tentando parecer forte e não com uma garota abestalhada que ele julgaria imatura demais por confiar nas pessoas.

Seus olhos se colocaram em mim e o sorriso amedrontador brotou em seus lábios, ele fez um sinal para que eu me aproximasse, se sentou diante de uma curta mesa que tinha seu jantar.

Eu não disse nada, mas senti seus olhos queimados em mim, por alguns minutos o silêncio se instalou naquele lugar, mas fora quebrado quando ele mandou que fechassem as portas.

-Sente-se. - o Duque falou, quando eu me sentava no assento que nos deixava frente a frente ele me parou. - Aqui. -Sua voz saiu grave e mas bizarra que antes, olhoi para o lugar que ele mandava e a repulsa me tomou, sentiu a bile na garganta e não conseguiu me mover. - AGORA . - Gritou

Fechei as mãos em punho e caminhei até onde estava, senti em seu colo apertando fortemente minhas unhas contra a mão, se ele olhasse em meus olhos agora veria as lágrimas toma-los enquanto eu lutava para não derramar, perfurando minhas unhas ferir minha carne.

- Pegue as uvas e coloque na minha boca. - Eu quase não consegui fazer aquilo e enquanto ele se satisfizesse eu feria ainda mais minhas mãos com as unhas, poderia sentir um pouco do sangue começar a sair dali.

Me asssustei ainda mais quando as portas se abriram em um rompante, me levantei e como um bombeiros, corri dali ouvindo que ele chamasse meu nome, quanto mais corri as lágrimas saiam de meus olhos enquanto escutava passos pesados.

Entrei no quarto que dormia e ainda escutava os passos pesados ​​, e em minha cabeça eles tava perto demais , fui até a sala de banho e lá escorei a mão tentando regular a respiração, porem minha mão quase passou direito quando o tijolo se afundo abrindo aquela parede . Escutei abrirem a porta do quarto e não pensei duas vezes antes de entrar e dar um jeito de fechar aquela parede novamente.

Me sentei no chão controlando a respiração enquanto aos poucas lágrimas paravam de transbordar . Me levantei devagar, me dando conta que estava em um quarto enorme, andei mais um pouco pelo lugar com pouca iluminação.

Acabei tropeçando e caindo em algo macio, abri os olhos devagar e Tapei a boca rapidamente quando percebi aquele homem deitado naquela cama, parecendo estar dormindo. Tentei levantar devagar , mas minha mão ainda com sangue esbarrou no rosto dele

"Um rosto frio, frio demais para alguém que parecia dormir"

Ao levantar acabei chutando algo, fazendo um barulho enorme, Pensei que o homem fosse acordar, mas ele ao menos se mexeu, aquilo mexeu com minha curiosidade e por mais que lutasse contra, minha mão pousou sob sua testa sentindo o quanto ele estava gelado.

Aquilo não era normal, nem um pouco normal. Ousei por a mão em seu pulso e não senti nada, nem uma curta pulsação, meu corpo se retraiu ao perceber o que aquilo fez, ele estava morto.

Eu estava ao lado de um cadáver

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