Ravena
Algo não estava certo. Horas atrás, senti uma dor aguda no peito, como se tivesse levado uma facada. Estava deitada em meu quarto quando Dandara apareceu na porta.
— Você precisa comer. Ficar sem se alimentar não os trará de volta. — Sua voz era suave, mas firme.
Dandara era minha melhor amiga, quase como uma irmã. Mas, às vezes, eu queria esganá-la.
— Comer também não vai. Qual o propósito disso? — Respondi, amarga.
Ela se jogou na cama ao meu lado e passou os braços pelos meus ombros.
—