Ele viu o chefe estender a mão. Mas, em vez de oferecer o doce, o que entregou foi um saquinho de embalagem já vazio.
Karine: “Ué? E o doce?”
Ergueu os olhos e percebeu os lábios do patrão fechados, as faces em movimento, o claro gesto de quem mastigava.
Karine ficou imóvel por um instante. Aquilo era inédito: o chefe, dessa vez, tinha comido sozinho.
E não era ele que, em geral, nunca demonstrava gostar muito de doces?
Enquanto Karine ainda se perguntava, Renato caminhava em direção ao escritór