Daniel hesitou diante das palavras dela. Beatriz estava pálida e frágil, e isso o fazia querer ficar mais um pouco. Não precisava nem conversar, bastava sentar-se ali, observá-la em silêncio, só para lhe fazer companhia.
— Descanse. Eu fico só um instante, depois vou embora. Prometo que não vou atrapalhar. — Disse, insistente.
Beatriz se calou, sem saber como recusar pela segunda vez. Felizmente, Letícia tomou a dianteira: avançou, segurou o braço dele e começou a puxá-lo para fora.
— Vamos, Daniel. Do jeito que você fica aqui parado, a Beatriz não consegue descansar. Ficar sentado na beira da cama, encarando... Não acha meio estranho?
— Não é de madrugada para parecer estranho assim... — Tentou se justificar, contrariado em ter de sair.
Letícia ergueu os olhos para ele, quase deixando claro: “Beatriz não quer ficar sozinha com você.”
— O paciente precisa de silêncio total. Com você aqui, o ambiente já muda. — Acrescentou Eduardo.
Em seguida, deu dois passos firmes, agarrou o homem que