Segunda-feira nunca foi meu dia favorito.
Mas naquela, eu acordei antes do despertador. O quarto ainda escuro, aquele silêncio de quem dormiu pesado, e eu ali, de olho aberto, olhando pro teto e processando o dia que vinha.
Sayuri ainda tava encolhida do meu lado. O corpo pequeno dela dobrado feito conchinha, o cabelo colorido espalhado no travesseiro igual tinta derramada. A respiração tranquila, lenta, o peito subindo e descendo num ritmo de quem não tem preocupação no mundo. Dormia com a b